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  • Foto do escritor: Rosana Emilio
    Rosana Emilio
  • 2 min de leitura

Comecei a treinar corrida com um professor e cada treino é um desafio novo. 

Cada vez que recebo o próximo treino, minha cabeça tenta me sabotar com pensamentos de que vai ser muito difícil ou que não vou conseguir, mas no final sempre consigo (ou quase sempre). 

Algumas vezes não consigo exatamente do jeito que deve ser. Fico frustrada. Fico brava. Mas pelo menos fui, tentei, dei meu melhor (mesmo que o meu melhor tenha sido péssimo). O importante é que não desisti. E ai, no próximo treino dá certo.

Consigo ver semelhança de um treino de corrida com a vida. Até mesmo a forma que comecei a correr me mostra essa semelhança. 

Quando estávamos vivendo a pandemia, eu sentia muita vontade de sair na rua para correr. Muitas vezes até sonhava que estava correndo na rua livremente. Acho que o conceito de estar “presa” dentro de casa esperando a pandemia acabar despertou essa vontade de correr por aí.  

Um belo dia coloquei meu tênis, peguei uma máscara e fui. 

No início não aguentava correr nem um quarteirão inteiro e já sentia que meu pulmão ia explodir. 

Fui persistindo e aumentando a distância de quarteirão em quarteirão, até que um dia deixei fluir até meu máximo e quando olhei no meu relógio já tinha corrido 3k. Foi uma sensação incrível!!!

A corrida se tornou minha meditação. 

Respira. 

Solta. 

Uma passada.

Outra passada.

Respira.

Solta. 

Uma passada.

Outra passada. 

A corrida me ensinou a ter paciência e persistência. Me mostrou que é a constância que faz a gente evoluir. 

Nem todos os dias serão bons, mas nem todos serão ruins. Lembro que meu professor me disse uma vez sobre um treino: “Vai ser desconfortável? Vai! Mas esse treino é importante para sua evolução”. 

Saio da minha zona de conforto a cada corrida. Muitas vezes preciso ir mais devagar para aprender a ter mais velocidade. Ou preciso aprender a controlar a velocidade para alcançar uma distância maior. Outras vezes preciso ir muito rápido, num treino super desconfortável, para aprender a descansar correndo (sim, você leu certo) e controlar minha respiração durante esse período. 

Aprendi com a corrida que para evoluir, nem sempre preciso ser super rápida em todos os treinos. 

E a vida é assim. Às vezes um passo para trás nem sempre é uma regressão, talvez isso seja necessário apenas como um impulso para a evolução. 

Então respira. 

E solta. 

E vai! 





  • Foto do escritor: Rosana Emilio
    Rosana Emilio
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Quando o Léo chegou no airbnb nós estávamos um pouco sem saber como agir porque a gente não se via pessoalmente há 4 anos. Mas logo começamos a conversar e tudo ficou bem confortável. 

Eu estava sem expectativas. Ou melhor, estava tentando me policiar a viver apenas o momento e deixar para pensar sobre sentimentos quando estivesse sozinha. Durante a viagem só queria aproveitar ao máximo a presença dele. 

No dia seguinte de manhã o Léo mandou logo a real da gente viver uma "experiência namoradinhos" para ver se “a gente passava no teste” (vulgo: não quero parecer emocionado, mas já estou sendo). Amei né, era tudo que eu precisava (e nem sabia. Ou sabia). 

Saímos do airbnb, começamos a andar pela rua (num calooor que só por Deus), passamos por uma feirinha na rua e ele me deu a mão. Me senti uma adolescente com o coração acelerado. 

Mas ok, conheço o Léo desde a adolescência e viver aquilo tudo com o menino que sempre ficou no meu pé durante a escola talvez me dava uma sensação de adolescência mesmo. Amo. 

Enfim, pegamos o metrô e partimos desbravar Roma juntos. 

Primeiro almoçamos e conversamos bastante.

Atualizei minhas amigas sobre meu date em Roma. Elas sempre foram “Team Léo”. Sempre não, porque sempre é uma palavra muito forte. Mas desde que a gente teve um romance rápido em 2019, elas passaram a ser Team Léo. Então todas estavam emocionadas com isso. 

Chegamos no Coliseu e já encontramos uma vista ótima.



Um casal pediu para eu tirar uma foto deles e depois se ofereceram para tirarem uma foto nossa. Nós estavamos meio sem jeito porque combinamos de não postar nada nas redes sociais sobre estarmos juntos na viagem para que fosse uma coisa só nossa (que ironia né, porque agora estou aqui expondo tudo haha), mas aceitamos a oferta e assim saiu nossa primeira foto juntos (é minha foto preferida!). 

Lembro que quando voltei para o Brasil minhas amigas viam as fotos e falavam “nooossa, que casal lindo” e eu tentando negar o inegável (que a gente era um casal). Até que uma amiga me falou:

Amiga, tenho uma foto exatamente igual com meu MARIDO. Então para de negar”. 

Eu me achava emocionada demais em sentir vontade de ter um relacionamento à distância assim.

Até que o Léo veio para o Brasil e a gente não se desgrudou NENHUM DIA.

Por fim, um dia ele me falou para pensar sobre meus sentimentos por ele, porque os sentimentos dele por mim já estavam bem claros (homem decidido é outra coisa né?). 

Bom, o final dessa história vocês já sabem né?

26 dias para eu me mudar para a Holanda!!!







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    Rosana Emilio
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Em 2019 minha vida estava mudando muito e eu queria fugir da minha cidade, fugir do Brasil e fugir de mim mesma, por isso planejei um intercâmbio de muitos meses para “melhorar meu inglês” (leia-se morar em outro país, conhecer outras pessoas, viver em outra cultura e fugir, me encontrar e recomeçar). 

Rolou uma pandemia e meus planos foram por água abaixo. 

A vontade de viajar pelo mundo sempre foi muito forte em mim. Mas eu também sentia vontade de melhorar meu inglês já que não dei tanta importância para isso na época de escola. O inglês seria a quebra de barreiras para muitos dos meus sonhos. 

Depois da pandemia, como eu tinha um trabalho no Brasil e não estava nada preparada para largar tudo e ir embora, a solução foi tirar férias e fazer um curso de inglês por algumas semanas e viajar por aí nos momentos vagos, assim eu ia sentir o gostinho de conhecer alguns lugares. 


Cheguei em Malta super tarde e no dia seguinte tinha aula cedinho. Antes da aula a gente ia ter um encontro on-line e isso atrasou tudo. 

Minha casa ficava há 30 minutos a pé da escola. Minha colega de quarto e eu saímos de casa faltando 15 minutos para a aula, sem tomar café da manhã (não funciono nada bem sem comida), um sol pra cada pessoa, um calor que eu nunca vi na vida (mesmo morando em Araraquara), todos os motoristas de aplicativo cancelavam a viagem e nenhum ônibus estava passando. 

Fomos a pé. Era o que tinha. Olhei a paisagem? Olhei o mar? Olhei tudo ao meu redor? Não. O foco era chegar na aula. Chegamos 10 minutos atrasadas. Molhadas de suor. MUITO MOLHADAS.

Parecia que a gente tinha saído do mar direto pra aula. 

Meu professor era brasileiro (descobri depois, já que perdi a apresentação porque eu estava correndo uma maratona no sol pra tentar chegar a tempo na aula). Meus colegas de sala eram cada um de um lugar. Eram três alemães, uma colombiana, uma venezuelana, dois franceses, uma africana, uma brasileira, um turco, dois espanhóis. 

Me senti muito acolhida naquela turma. Cada um com seu jeitinho, com sua cultura, mas todos curiosos, amigáveis, fofos. Todos nós estávamos lá para vivenciar tudo. Melhorar nosso inglês virou o segundo plano, a gente queria mesmo se conhecer e trocar experiências. 


No final, cada um que ia embora ia deixando um pouquinho de si com a turma, e por mais que fosse pouco tempo, todo mundo se emocionava com o “tchau”.

A verdade é que a viagem estava só começando e eu nem imaginava tudo que estava por vir. Nunca imaginei que eu encontraria uma casa e essa casa nem é um lugar!

© 2024 por ROSANA EMILIO. 

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