top of page
2

Últimos posts

Buscar
  • Foto do escritor: Rosana Emilio
    Rosana Emilio
  • 2 min de leitura

Se alguém me dissesse anos atrás que eu viajaria de carro por alguma ilha da Grécia eu nunca acreditaria. Foi inesperado, mas rolou (e com muita emoção). 

     Quando Mykonos surgiu no roteiro fiquei muito animada. O tempo era curto, então focamos em Mykonos porque foi o escolhido pela maioria (nessa fase da viagem eu estava com algumas pessoas), mas, depois dessa viagem, a vontade de conhecer várias ilhas menos famosas pela Grécia só aumentou. 

Não pesquisei muito, só comprei as passagens, dormi no aeroporto e fui. O erro começou aí. Pesquisem o mínimo antes de ir peloamordedeus


Chegando lá, fomos direto alugar um carro no aeroporto mesmo. Como é uma ilha cara e era verão, tentamos economizar o máximo possível.  Mas sabe aquela frase que “o barato sai caro”? Pois é, não saiu “caro”, mas gerou crises de suor e medo (e hoje risadas). 


Escolhi o carro mais barato. Era manual. Considerando que quase todos os carros estavam esgotados, achei estranho que estivesse disponível um carro “barato” naquela altura do campeonato (ps. “Barato” para quem ganha em euros né). Mas ok, pedi o carro “barato” e manual. A moça da locadora confirmou “manual mesmo?” e eu “claro, por que não?”. 


Peguei o carro, andei um quarteirão e entendi o motivo da cara de espanto da mulher da locadora. Nunca na minha vida inteira vi tantos morros, montanhas, precipícios, estradas de mão simples com precipícios, estradas que só passavam um carro e meio e as pessoas tentavam passar dois carros sendo que do lado tinha uma queda beeem grande. 

          A cada descida íngreme  eu pensava “tudo que desce, sobe, então esse carro vai ter que subir”. 

Em uma das subidas o carro simplesmente morreu e começou a descer. PENSA NO DESESPERO. Os instrutores de auto escola do Brasil (e do mundo inteiro) ficariam orgulhosos de mim, porque foi sofrido demais!



A recompensa sempre era linda. A sensação de estar chegando próximo a uma praia era indescritível. Ver aqueles tons de água, misturado com o céu (uma das minhas vistas preferidas), ver aquela água cristalina, ver tudo aquilo e ainda pensar “caramba eu sou boa de rampa” foi sensacional!



A dica é: vá para a Mykonos. As praias são de tirar o fôlego. Veja o pôr do sol perto dos moinhos. Alugue um carro automático!




  • Foto do escritor: Rosana Emilio
    Rosana Emilio
  • 1 min de leitura

Viajar sozinha fez com que eu acessasse muitos lugares em mim que não conseguiria se estivesse acompanhada.

O silêncio externo faz a gente olhar para a bagunça e/ou o barulho interno.

Talvez seja por isso que muitas pessoas entendam que ficar sozinhas é solidão.

Eu já fui essa pessoa.












Na verdade, muitas vezes não estamos preparados para ouvir tudo que a gente sente, pensa ou precisa falar e são nos momentos de solitude que isso vem, por isso vivemos evitando.

No sentido localização, sempre me achei muito perdida, mas viajando sozinha entendi que sei me localizar. A partir do momento que me vi ali sem ninguém do meu lado, o modo sobrevivência foi ativado de maneira automática e fez com que eu me surpreendesse.

Muitas vezes a gente se deixa dominar pelo medo do novo e pela ideia que criamos de situações que ainda nem vivemos.

E posso te dizer que eu sofri por antecedência com essa solo trip.

A partir do momento que simplesmente fui, me vi sendo uma pessoa muito diferente do que acreditava que ser.

O medo do novo muitas vezes limita nossa percepção sobre nós mesmos.

De uns 5 anos para cá, comecei a apreciar minha companhia, mas viajar sozinha me fez ter certeza que amo muito minha companhia e isso me basta.


  • Foto do escritor: Rosana Emilio
    Rosana Emilio
  • 1 min de leitura

Sempre me imaginei morando em outro país, mas nunca vi isso como uma possibilidade real. 

Quando minha vida virou de ponta cabeça, tentei fazer um intercâmbio mais longo, naquela modalidades de trabalho e estudo, mas não deu certo por causa da pandemia. 

O tempo passou, algumas coisas mudaram e ano passado resolvi fazer um curso de inglÊs em Malta e viajar pela Europa o resto do mês.

E foi assim que tudo começou.

Quando você menos espera a vida te surpreende!

Pode parecer pouco, mas em um mês tudo muda.

Na verdade, em questão de minutos ou segundos, a vida pode mudar.

Agora imagina viver um mês viajando, conhecendo pessoas novas, com uma rotina nova (ou a falta de rotina), tudo novo, num lugar que você não conhece ninguém e ninguém te conhece?

É impossível voltar a mesma pessoa.


Minha vida realmente mudou.

Conhecer pessoas novas e lugares novos, abre espaço pra gente conhecer um novo “eu”.

Foram nessas páginas em branco que fui descobrindo novos sonhos, dando espaço para sonhos antigos e construindo novas histórias.


Essas páginas em branco são meu recomeço, porque é impossível viajar e voltar a mesma pessoa de antes.



© 2024 por ROSANA EMILIO. 

  • Instagram - Black Circle
bottom of page